Chegou a hora de introduzir a alimentação complementar ao seu bebê? Veja aqui o que você precisa saber!

maio 19, 2017

Um bebê cresce tão rápido que é difícil a mãe se sentir segura de verdade, ao passar por alguma fase, não é? Afinal de contas eles mudam de fase tão rápido! Primeiro vem o desafio de aprender a amamentar ou, quando isso não é possível, encontrar a mamadeira ideal, a fórmula infantil ideal… Mas quando tudo parece ter se encaixado, logo vem a fase da introdução da alimentação complementar. Dentre um universo enorme de alimentos, a mãe vai precisar aprender o que oferecer, quando, como, qual quantidade, em que textura… A internet está cheia de dicas e muitas delas são valiosas (assim espero que seja este post!), mas no meio de tanta informação, você pode ficar em dúvida sobre qual caminho seguir.

É por este motivo que escrevo hoje, falando sobre um documento publicado recentemente pelo Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, o Guia Pratico de Atualizacao (No 3, Maio de 2017), A Alimentação Complementar e o Método BLW (Baby-Led Weaning). Após uma análise científica cuidadosa, eles enfatizam algumas orientações importantes no momento da introdução da alimentação complementar.

A alimentação complementar (AC), definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2002, é “o processo que começa quando o leite materno sozinho já não é suficiente para satisfazer as necessidades nutricionais dos bebês”, de modo que “outros alimentos e líquidos são necessários, juntamente com o leite materno”.

Os alimentos complementares (AC) são necessários por razões nutricionais e de desenvolvimento e constituem uma etapa importante na transição da alimentação do leite para os alimentos da família. O período de AC é de rápido crescimento e desenvolvimento quando os bebês são suscetíveis a deficiências de nutrientes e durante o qual há mudanças marcadas na dieta com exposições a novos alimentos, sabores e experiências de alimentação.

Esse início da alimentação pode ser realizada por colher em que o cuidador oferece o alimento amassado ou na forma de papa ao bebê ou por outras abordagens difundidas pela internet como, por exemplo, o Baby-Led Weaning (BLW) que significa: o desmame guiado pelo bebê. Conceitualmente a idealizadora, a britânica Gill Rapley, defende a oferta de alimentos complementares em pedaços, tiras ou bastões. Sua abordagem não inclui alimentação com a colher e nenhum método de adaptação de consistência para preparar a refeição do bebê, como amassar, triturar ou desfiar.

O documento do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria dá as seguintes instruções:

 1. Respeitar o ritmo de desenvolvimento neuropsicomotor de cada lactente;

  2. A introdução alimentar deverá iniciar aos seis meses de vida, tanto para lactentes em aleitamento materno como para os alimentados com fórmulas infantis.

 3. Desde o início da AC, é importante que essa seja junto com as refeições em família, incentivando a interação entre os membros da casa.

Nesta fase, é de suma importância que os pais sejam orientados a ser o exemplo de hábitos alimentares saudáveis e a munirem-se de paciência, respeitando os limites impostos pela baixa idade, sempre agindo como um facilitador no processo de alimentação, proporcionando um ambiente tranquilo sem a utilização de estratégias coercitivas ou punitivas.

4. No momento da AC, o lactente pode receber os alimentos amassados oferecidos na colher, mas também deve experimentar com as mãos.

Explorar as diferentes texturas dos alimentos como parte natural de seu aprendizado sensório motor. Deve-se estimular a interação com a comida, evoluindo de acordo com seu tempo de desenvolvimento.

Não há evidências e trabalhos publicados em quantidade e qualidade suficientes para afirmar que os métodos BLW ou BLISS sejam as únicas formas corretas de introdução alimentar. As orientações fornecidas pelos autores são coerentes com o desenvolvimento infantil, mas, limitar um processo complexo a uma única abordagem pode não ser factível para muitas famílias, e, portanto, não pode ser endossado como forma única de alimentação infantil pelo Departamento de Nutrologia da SBP.

Ou seja, se você está prestes a introduzir a Alimentação Complementar ao seu bebê, não se prenda a métodos e abordagens engessadas ou rígidas. Conecte-se com ele nesse momento, transformado o momento da refeição da sua família num momento de harmonia e compartilhamento para todos.

Leia na íntegra o Guia Prático de Atualização (No 3, Maio de 2017), A Alimentação Complementar e o Método BLW (Baby-Led Weaning), publicado recentemente pelo Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Abraço fraterno,

patricia_junqueira_2_2017

Fga. Dra. Patrícia Junqueira | CRFa. 2 – 5567

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