Como o fonoaudiólogo pode ajudar bebês e crianças com alergia alimentar?

agosto 13, 2016

Bebês e crianças com diferentes tipos de alergia alimentar podem apresentar dificuldade no momento da refeição. É possível compreender isso uma vez que essa população experiencia, algumas muito precocemente, significativo estresse em suas vidas ao serem alimentados.

Sabemos que a manifestação da alergia alimentar, ainda no primeiro ano de vida, provoca sintomas que podem prejudicar o desenvolvimento alimentar harmonioso. Isso costuma acontecer por alguns motivos:

– Muitos bebês podem sentir cólicas, refluxogastroesofágico, vômitos e desconforto gastrointestinal de várias intensidades ao serem alimentados, criando uma relação de desprazer e aversão ao momento da refeição;

– Dependendo do tipo de alergia alimentar, a variedade de alimentos ofertados à criança pode ser limitada;

– Há uma tendência a ofertar a criança repetidamente sempre os mesmos alimentos considerados seguros;

– Os pais das crianças alérgicas vivenciam constantemente uma situação de estresse decorrente do medo e insegurança na apresentação de novos alimentos ou “produtos” aos seus filhos.

O diagnóstico precoce da alergia alimentar é fundamental para que se possa identificar o desencadeador desses sintomas e consequentemente se adotar condutas que possam evitar todos os prejuízos a criança alérgica, que vão muito além da sua alimentação.

E como o Fonoaudiólogo pode ajudar bebês e crianças com alergia alimentar?
1. Estabelecendo uma relação de confiança com os alimentos e com o momento da refeição

Alguns bebês e crianças podem ter tido experiências muito difíceis com sua alimentação, que dificultam seu aprendizado alimentar.

Como ajudar?
Criando um ambiente de aprendizagem que promova repetidas experiências positivas para essas crianças. Essas vivências podem ajudá-las a desenvolver uma nova história alimentar.

2. Desenvolvendo habilidades motoras-orais

Habilidades para sugar, deglutir e mastigar necessitam não só de condições neuro-motoras e sensoriais, como também de estímulo e oportunidades de aprendizagem. Muitas dessas crianças podem ter perdido, ou iniciado tardiamente essas vivências orais, impactando no seu desenvolvimento alimentar.

Como ajudar?
Desenvolvendo os pré-requisitos para que as habilidades orais para comer e beber aconteçam com conforto e segurança

3. Diminuindo a hipersensibildade oral

O uso de medicamentos e as vivências desagradáveis na cavidade oral como náuseas, vômitos e refluxogastroesofágico, podem causar em algumas crianças uma hipersensibilidade oral. Esse sintoma pode dificultar tanto a introdução da primeira alimentação complementar, como a aceitação da mudança da textura dos alimentos.

Como ajudar?
Proporcionando adequada exploração oral num clima lúdico e emocionalmente seguro, que garanta gradativamente minimização da hipersensibilidade oral.

4. Reduzindo o estresse

Muitos bebês e suas famílias vivenciam situação de extremo estresse durante as refeições. Os pais se sentem ansiosos e muito preocupados com a nutrição de seus filhos que muitas vezes podem apresentar recusa aos alimentos. Na tentativa de alimenta-los, alguns pais acabam “forçando” ou “distraindo” seus filhos para que possam ingerir os alimentos numa quantidade suficiente que garanta sua saúde. Isso pode criar um clima de “batalha” durante as mamadas e refeições.

Como?
Orientando a família com estratégias que possam diminuir o estresse no momento da refeição.

Essas são algumas possibilidades importantes com as quais o Fonoaudiólogo pode contribuir, em conjunto com outros profissionais (pediatra, gastropediatra, alergologista, nutricionista, etc) para o desenvolvimento alimentar harmonioso de bebês e crianças com alergia alimentar.

Para uma intervenção efetiva é importante que os pais busquem auxílio de um profissional Especialista em Motricidade Orofacial com experiência em alimentação infantil. O ideal é que esse fonoaudiólogo tenha uma visão ampliada do desenvolvimento infantil, e que possa não apenas focar nas dificuldades e limites da criança, mas também nas suas potencialidades, inserindo-a no contexto familiar e social ao qual pertence.

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Fonoaudióloga Dra. Patrícia Junqueira | CRFa. 2 – 5567

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