Depoimento de Mãe | Como compreendi que a dificuldade do meu filho em comer estava além do que eu podia imaginar!

dezembro 10, 2017
  • Hoje você vai conhecer a jornada alimentar do Enzo e saber como foi possível superar suas dificuldades. Pelo relato de sua mãe você vai compreender que Enzo como muitas crianças iniciou sua nutrição já na amamentação com dor e desconforto gastrointestinal e que mesmo depois de medicado e superado esse problema continuou a resistir em comer.
     
    Quando finalmente aos três anos chegou ao Instituto já apresentava um quadro de recusa alimentar importante, com um cardápio restrito a poucos alimentos além de uma papa de manga liqüidificada. Nosso primeiro contato com a família do Enzo possibilitou que eles compreendessem a relação entre muitos comportamentos que Enzo apresentava durante e fora da refeição. Aversão a diferentes estímulos no corpo, sua inflexibilidade em aceitar o novo, a recusa e dificuldade em mastigar, a falta de autonomia e curiosidade pelos alimentos.

    Tudo passou a fazer sentido para a família quando e por meio da Abordagem Integrativa, que utilizamos no Instituto, nossa equipe fez, em parceria com a mãe do Enzo, um trabalho incrível! Parceria que fez toda a diferença! Andreia nos ensinou como a esperança e a confiança no trabalho dos profissionais podem ser aliados poderosos no sucesso do tratamento! Participou dos grupos de Mães, seguiu as orientações e pode dia após dia ajudar Enzo a superar seus desafios.

    Gratião à toda equipe do Instituto em especial ao trabalho da Fga. Rosana Magagnini que realizou as sessões de fonoterapia, Nutri Dyandra Loureiro com as adequações e orientações nutricionais e Jaqueline Ramos pela condução dos Grupos de Mães!

    Muito feliz por compartilhar essa história de superação do Enzo e de sua família!

    Inspire-se!

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    Fga. Dra. Patricia Junqueira | CRFa. 2 – 5567

    Depoimento de Mãe | Como compreendi que a dificuldade do meu filho em comer estava além do que eu podia imaginar!

    Enzo nasceu no dia 07 de abril de 2014 e ainda no primeiro mês de vida foi diagnosticado com refluxo gastroesofágico, fazendo uso de vários medicamentos. Sentia dores horríveis durante as mamadas. Ele não chorava de dor, urrava! As mamadas eram difíceis e demoradas. Mamava um pouquinho, sentia dor, eu o levantava e o segurava no colo, quando percebia uma melhora oferecia mais um golinho. E quando acabávamos, estava na hora de começar novamente. Estávamos exaustos, mas desistir não era uma opção.

    Por volta dos quatro meses de vida, com orientação da pediatra, introduzimos a fruta na alimentação do Enzo, tentando minimizar os efeitos do refluxo. Aqui, o verbo “introduzir” foi usado de forma completamente livre, pois como introduzir um alimento que a criança simplesmente não aceita? Tentamos todos os tipos de frutas, qualidades e formas. Batida, amassada, raspada. Nada.

    A introdução da papa salgada, aos sete meses não foi diferente. Tentávamos sabores e texturas diversas, mas Enzo não aceitava nada e quando provava, por vezes, vomitava. A essa altura o nome do nosso sentimento era pânico, pois para ajudar, Enzo não queria mais a mamadeira. Tinha associado a mamadeira à dor.

    Conforme o tempo foi passando fomos notando algumas coisas peculiares em nosso filho, mas que em nenhum momento, associamos à dificuldade alimentar. Por exemplo: já aos sete meses teve uma crise nervosa quando tentamos passar tinta em seus pezinhos. Se recusava a brincar na areia, berrava ao lavar a cabeça e cortar as unhas. Por volta dos dois anos, tinha crises histéricas ao passar protetor solar. Levá-lo à praia foi como levá-lo a um show de horrores.

    Eu e meu marido estávamos no limite, confusos e exaustos. Sabíamos que havia algo errado, mas não entendíamos o que. A família dizia o tempo todo “é só uma fase e vai passar”. E isso só nos deixava mais nervosos. Os encontros sociais viraram palco para julgamentos.

    Quando nossa casa esvaziou e os “grandes amigos” desertaram, entendemos que a luta seria de nós três. O problema era “contra quem”? Chegamos a perguntar para a pediatra se Enzo fazia parte do espectro autista. Ela respondeu que não e com um sorriso carinhoso nos mandou para um gastropediatra muito especial.

    Dr. Ricardo Toma já na primeira consulta nos indicou a fonoaudióloga Dra. Patricia Junqueira. E, depois de endoscopias e inúmeros outros exames, deu um nome ao nosso inimigo: “hipersensibilidade sensorial”. Explicou que a mesma sensibilidade que Enzo sentia na sola dos pés e palmas das mãos, sentia também dentro da boca.

    Depois de ler a introdução do livro da Patrícia: “Por que meu filho não quer comer? Uma visão além da boca e do estômago”, eu já estava chorando de soluçar. Sim, ela nos entendia. Sabia pelo que estávamos passando. Eu e meu marido afinal, não estávamos enlouquecidos! Todos os sintomas estavam interligados e através de um olhar integrado e ampliado havia esperança!!

    Tudo foi fundamental e essencial nessa nossa luta: Desde o “bom dia” animado da secretária Rose na recepção do Instituto de Desenvolvimento Infantil, às sessões com a querida Fonoaudióloga Rosana, o cardápio todo adaptado da nutricionista Dyandra, até os Encontros de Mães de Pacientes do Instituto.

    Conforme as sessões foram avançando, fomos recuperando a confiança, esperança e a vontade de tentar. A Fonoaudióloga Rosana estava dando ao Enzo as “armas necessárias para a batalha”. Ela o ensinou a brincar com o alimento, a cheirá-lo, e a prová-lo, se quisesse! Em apenas quatro meses Enzo venceu o medo, a ansiedade e a inflexibilidade. Aprendeu com a Rosana que o diferente poderia ser bom.

    A Patrícia nos fez entender que a alimentação vai muito além da boca. Hoje Enzo escolhe os ingredientes no mercado, assiste programas de culinária, planeja o cardápio, se envolve no preparo. Quando chega a hora da refeição, desliga a televisão. E juntos nos sentamos à mesa para conversar, brincar, nos divertir, construir bons momentos e também para comer.

    Somos gratos à nossa família pela disposição de aprender junto conosco, de se adaptar e incentivar as conquistas do Enzo.

    À Patrícia, Rosana, Dyandra, Jaqueline e toda equipe do Instituto que nos tratou, cuidou e ensinou, nosso muito obrigada! Que o trabalho de vocês possa ajudar muitas e muitas crianças mais!

    Andrea e Rodrigo Marini, pais do Enzo, 03 anos, feliz e comilão!

    Veja abaixo vídeos da jornada alimentar do Enzo!

    As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo.
    Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamento de profissionais da saúde.

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Reportagem da Revista Crescer conta a história do Lucas, que venceu a dificuldade alimentar com ajuda da fonoaudióloga Dra. Patrícia Junqueira!

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