Depoimento de Mãe | Como conseguimos vencer a recusa alimentar do meu filho

dezembro 19, 2015

Você gosta de ouvir uma história com final feliz? Bom, eu gosto… e por isso compartilho com você o depoimento da mãe de um paciente que recebeu alta essa semana! Escolhi essa história porque foi um caso de muito sucesso, mas também de muito trabalho e aprendizado para mim.

Conviver com essa família e especialmente com essa criança linda, me possibilitou, na prática, perceber que ter uma visão ampliada e atuar assim, pode fazer a diferença no prognóstico e resultado do trabalho com crianças com desafios alimentares. A parceria que estabeleci com a família, o comprometimento de toda a equipe de profissionais envolvida, fez a diferença nesse caso. Houve vários momentos difíceis, sim. Mas nesse caso, a família, especialmente representada pela figura da mãe, foi parceira demais e mesmo em momentos muito complicados, acreditou no meu trabalho e seguiu em frente.

Seguir em frente significa refletir nas considerações dos profissionais, acreditar que podemos fazer diferente, não desistir ao menor sinal de resistência, ter uma visão holística da situação e não achar que superproteção é sinônimo de amor.

Eu só tenho a agradecer ter vivido tudo isso, e divido com você o depoimento sincero e amoroso dessa mãe, minha “parceira” durante esses anos todos, no tratamento de seu filho.

Fonoaudióloga Dra. Patrícia Junqueira

Autora: Fonoaudióloga, Dra. Patrícia Junqueira | CRFa. 2 – 5567.

Depoimento de Mãe

“Quando o meu filho fez 2 anos, por alguma razão desconhecida à época, ele parou de comer alimentos sólidos. Desde então, passei 2 anos indo a vários profissionais renomados em SP, que não conseguiam solucionar o problema. Até que finalmente, conheci a Patrícia e sua equipe. E de cara, eles diagnosticaram a questão. Meu filho tinha refluxo oculto, esofagite e a parte sensorial desregulada. Ele já tinha 4 anos e só conseguia comer alimentos processados, e na mamadeira.

Do início da terapia para cá, 2 anos se passaram, e não vou mentir que foi fácil. Muitos momentos pensei em desistir…além de ter levado alguns “puxões de orelhas” da Pati, pois também cometia os meus erros. Mas foi ela quem nos orientava, nos dava forças e nos fazia voltar a acreditar que ele iria conseguir voltar a comer sólidos. E digo aqui “nós”, porque nem eu nem meu filho acreditávamos mais que isso seria possível. E sessão a sessão, fomos construindo, junto com a Pati, essa nova relação com os alimentos.

Hoje, meu filho está com 6 anos, e recebeu alta. Parece até um milagre: come arroz, feijão, carne, peixe, macarrão, legumes, frutas, etc! E nós só temos a agradecer à Deus e a toda a equipe maravilhosa que o atendeu (pediatra, gastropediatra, terapeuta ocupacional) e claro, a esse anjo que apareceu em nossas vidas, a fonoaudióloga Patrícia Junqueira! Todos extremamente atenciosos e competentes!

Que Deus retribua todo esse bem que vocês fazem à essas crianças e suas famílias! Vocês, sem dúvida, mudaram a nossa história: a minha vida e a do meu filho! Nunca esqueceremos disso! A alta é só como paciente, pois a amizade e a gratidão serão para sempre!”

Rachel Gamboa

* Imagem meramente ilustrativa

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