Depoimento de Mãe | Foi bom ter procurado ajuda cedo

março 04, 2016

Ter um filho com desafios na alimentação definitivamente não é fácil! Embora alguns profissionais ainda hoje afirmem que “com o tempo vai passar”, nós sabemos que a história não é bem assim… A jornada de uma criança que apresenta dificuldade para comer pode ser bastante árdua para ela e para sua família.

É por isso que compartilho com vocês as jornadas de algumas crianças e suas famílias que concluíram tratamento comigo. Acredito que quando ouvimos histórias semelhantes às nossas, podemos acionar a nossa esperança a seguir em frente, construindo dia-a-dia a nossa própria história, que é única, especial, e só nossa.

Convido vocês a conhecerem a jornada alimentar da Rebeca!

Ótima leitura!

 

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Fonoaudióloga Dra. Patrícia Junqueira | CRfa. 5567

Depoimento de Mãe | Foi bom ter procurado ajuda cedo

Lembro como se fosse hoje… Eu, que tinha tido uma excelente experiência com a alimentação da minha primeira filha, estava me sentindo completamente perdida na introdução à alimentação complementar da Rebeca, minha segunda filha.

A Rebequinha vinha tendo um ano bem difícil, infecção generalizada com 1 mês, UTI, internação por causa do refluxo-gastroesofágico com 2 meses (quando descobrimos APLV), muita preocupação por causa de uma baixa na imunidade, vários resfriados seguidos… E eu tentava todas as texturas de papinha, combinações de alimentos, temperos, deixava pegar com a mão, fazer meleca, colocava pra ver TV… ela não queria abrir a boca. E quando tentava comer, meia colherzinha de papinha provocava náusea. Tadinha…

Nessa luta, ela já estava com 11 meses e praticamente na dieta líquida, quando numa sala de espera, ouvi uma mãe contar que a filha tinha 5 anos e só comia papinha industrializada. Naquele momento pensei, eu não posso deixar minha filha chegar nesse ponto! Conversei com a pediatra, que também concordou que não estava havendo evolução e me indicou a Dra. Patrícia Junqueira, fonoaudióloga com experiência em alimentação infantil.

Já no primeiro encontro com a Dra. Patrícia, foi muito importante pra mim saber que essa dificuldade alimentar era comum, mas não precisava ser uma sentença de fracasso, existia esperança. A Dra. Patrícia me ajudou a baixar o estresse, e a entender que os meus sentimentos no momento da refeição podiam impactar positiva ou negativamente a minha filha. Ela ajudou a Rebeca com a sensibilidade oral, para que ela tivesse conforto ao se alimentar e me orientou sobre o que faz diferença no momento da refeição.

Em dois meses de terapia a Rebeca já conseguia comer fruta, comida em pedacinhos e teve alta! Não foi fácil… é preciso muita determinação para seguir as orientações e paciência até vermos resultado, mas valeu muito a pena todo o esforço!

A partir daí, eu tenho que ser sincera… ainda houve dias difíceis, mas eu via semanalmente o progresso e tentava não me deixar abater pelos momentos ruins. Aprendi a seguir sempre valorizando cada mínima interação positiva com os alimentos, seja pegar, cheirar… deixar no prato sem jogar no chão.

Hoje, a Rebeca está com 2 anos e 4 meses, não tem mais APLV e já come há muito tempo come arroz integral, feijão, grão de bico, lentilha… adora uma carninha, come verduras, legumes e várias frutas. Descobriu que adora comida japonesa, devora salmão grelhado com arroz japonês, shimeji e legumes cozidos… Ah, e tem que ter nori crocante pra comer junto! E, como aprendi, continuo a tentar expô-la aos alimentos e seus sabores, cheiros e texturas em momentos de descontração, na brincadeira, sem a pressão de ter que comer. Essa semana, depois de brincarmos de fazer bolinhas de melão, ela tomou suco de melão pela primeira vez! Viva!

Emili Breder Gargalaca, mãe da Babi de 4 anos e da Rebequinha de 2 anos

Veja abaixo alguns vídeos da jornada da Rebeca:

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Como aprendemos a gostar dos alimentos?Porque seu filho tem de aprender a mastigar direito | Veja o post da Fga. Dra. Patrícia Junqueira para o It Mãe
All comments (1)
  • Tatiana Franco
    06/03/2016 at 9:40 pm

    Parabéns pelo trabalho Patricia. E parabéns à mãe pela paciência, fundamental nesse tipo de alteração. Abs

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