Fonoaudiologia

  • Dificuldades Alimentares Infantis

    Temos como premissa que cada criança nasce com a capacidade interna para comer e crescer apropriadamente. Durante a infância eles aprendem a interagir com os adultos, expandem suas habilidades e desfrutam tanto dos alimentos quanto do ambiente das refeições. 

    Algumas crianças experimentam uma perturbação nesse ciclo normal devido a dificuldades físicas, sensoriais, estruturais e nas habilidades e oportunidades oferecidas pelo ambiente. 

    Problemas na coordenação podem interferir na capacidade de sugar, deglutir ou mastigar alimentos.
    Dificuldades no processo sensorial podem contribuir com estresse e desconforto durante a alimentação.
    Alterações gastrointestinais contribuem com uma negativa associação entre alimento e desejo de comer. 

    Pais e terapeutas frequentemente respondem as dificuldades para comer ou a recusa alimentar da criança com pressão, na tentativa de controlar o tipo e a quantidade de alimento que a criança come. Batalhas pelo controle perturbam a refeição inteira e reduzem a alimentação a um momento desagradável para todos.

    Nosso maior objetivo é ajudá-lo a tornar o momento da refeição, o mais agradável possível para seu filho e sua família. 
    Para tanto é essencial identificarmos as barreiras que limitam o desenvolvimento e conforto das habilidades alimentares da criança, para que possamos ajudá-las a retornarem ao seu desejo natural de fazer parte das refeições. 

    Como atuamos

    Na primeira consulta os pais devem vir sem a criança para que possamos conversar com tranquilidade sobre os possíveis desafios da alimentação de seu filho (a).
    Nesse dia você deve trazer algumas informações que lhe serão solicitadas no momento do agendamento da consulta. 
    Após essa nossa conversa, agendamos um encontro para avaliação da criança. Dependendo do caso pode ser necessário o agendamento de mais de uma sessão com a criança.

    A partir da avaliação e do diagnóstico, decidimos em conjunto com a família as possibilidades de atuação e tratamento

  • Alimentação por Sonda

    Alguns bebês nascem com desafios que os impossibilitam de receber a alimentação por via oral. Bebês prematuros com idade gestacional inferior a 33 semanas, problemas cardíacos e respiratórios, déficits neurológicos e ou problemas gastrointestinais graves, são alguns dos motivos que podem impedi-los de sugar e deglutir pela boca. Nesses casos há necessidade, seja parcial ou total, que eles recebam a nutrição por meio de uma sonda de alimentação.

    A sonda nasogástrica é geralmente a primeira sonda que um bebê recebe, e tem muitas desvantagens quando utilizada por períodos de longa duração, pois promove desconforto e desprazer oral. Nesses casos, em que há necessidade de manter por tempo prolongado a alimentação por sonda, e se o bebê tem condição para se submeter a um procedimento cirúrgico, a gastrostomia costuma ser realizada. 

    As crianças que recebem totalmente ou parte da sua nutrição por meio de uma sonda de alimentação, criam desafios especiais para os pais e terapeutas. A família deseja ansiosamente a transição da alimentação por via oral e consequentemente a retirada da sonda. Muitas vezes esse sentimento faz com que os pais acabem forçando a alimentação e/ou estímulos orais, dificultando ainda mais todo o processo.

    Nossa visão ampliada nos permite observar que, mais do que dificuldades sensório-motoras – orais, as crianças que necessitam utilizar outra via de alimentação, acabam  não tendo a oportunidade de construir associações entre sensações positivas orais e consequentemente têm redução da fome, ou ainda deixam de vivenciar a interação social e afetiva com outras pessoas no momento da refeição.

    Consequentemente a criança não desenvolve uma relação de aprendizado entre, levar o alimento a boca e os sentimentos internos de saciedade que vêm como consequência desse ato.

    Nosso maior objeto é compreender o momento da alimentação da criança por gastrostomia não como um procedimento médico, mas, sim, como o momento da sua refeição.

    Valorizamos o desenvolvimento de habilidades motoras, sensoriais, e gastrointestinais, que possam viabilizar e fornecer conforto durante a alimentação.

    Nos propomos em parceria com a família e equipe médica, apoiar e dar suporte para nutrição por gastrostomia,  além de auxiliar a jornada de transição para a alimentação por via oral.

    Como atuamos

    Na primeira consulta os pais devem vir sem a criança para que possamos conversar com tranquilidade sobre os possíveis desafios da alimentação de seu filho (a). Nesse dia você deve trazer algumas informações que lhe serão solicitadas no momento do agendamento da consulta. Após essa nossa conversa, agendamos um encontro para avaliação da criança. Dependendo do caso pode ser necessário o agendamento de mais de uma sessão com a criança.

    A partir da avaliação e do diagnóstico, decidimos em conjunto com a família as possibilidades de atuação e tratamento.

  • Dificuldades na Fala

    Existe uma cronologia para aquisição dos sons da fala que varia de criança para criança e depende de uma série de variáveis. Por volta dos cinco anos é esperado que a criança tenha adquirido todos os sons da fala e que possa se expressar oralmente com clareza. Antes dessa idade é também muito importante acompanharmos a evolução da criança para nos certificarmos de que os sons estão sendo aprendidos e que sua fala está evoluindo.

     Nos dias de hoje cada vez mais nossas crianças tem iniciado uma vida social precoce. Seja indo para berçários, pré-escolas ou frequentando clubes, parques infantis, etc. Deste modo a habilidade comunicativa quando adequada poderá facilitar suas interações sociais, permitindo uma comunicação efetiva. 

    O fonoaudiólogo é o profissional preparado para identificar se há alguma dificuldade ou bloqueio que possa estar dificultando a aquisição natural da fala da criança. A equipe de Fonoaudiologia do Instituto de Desenvolvimento Infantil está preparada para identificar e auxiliá-lo nesse momento tão especial e essencial na vida de seu filho.

    Como atuamos

    Por meio de uma Avaliação Clínica em que os pais e a criança participam, procuramos conhecer suas necessidades comunicativas, bem como se há algum fator que possa estar dificultando seu processo de aquisição da fala.

    Com atividades lúdicas e interativas, adequadas a idade e interesse da criança, identificamos o momento em que ela se encontra auxiliando na melhor maneira para ajudá-la no desenvolvimento da sua habilidade comunicativa oral.

  • Alterações na Motricidade Orofacial

    Respiração Oral

    A respiração deve ser nasal. Caso seja oral ou oronasal ela poderá trazer alterações diversas, principalmente na fase de crescimento da criança. 

    A respiração inadequada pode ter diversas causas (aumento das tonsilas – adenoide ou amigdalas, alergias respiratórias, desvio de septo nasal ou mesmo uma hipofunção da musculatura orofacial) e seu diagnóstico deve ser o mais precoce possível, para que suas consequências possam ser minimizadas.

    As consequências vão depender da etiologia, da duração e da época em que a criança iniciou a respiração oral. Podem comprometer a musculatura orofacial (lábios, língua, bochechas), as estruturas ósseas (palato, mandíbula e maxila) e dentárias (posicionamento dos dentes), prejudicando a fala, mastigação e deglutição. Além disso outros possíveis transtornos podem estar presentes como alteração na postura corporal, na qualidade do sono, e no rendimento físico e escolar.

    Devido a todas essas possíveis consequências o respirador oral necessita de um tratamento multiprofissional. O papel do fonoaudiólogo é, uma vez eliminada a causa, auxiliar o paciente a reaprender a respirar pelo nariz, fortalecendo seus músculos da face, e adequando possíveis alterações na mastigação, deglutição, fala e voz. 

     

    Alteração na Deglutição

    Alteração na deglutição ou Deglutição Atípica, pode ser definida como o pressionamento da língua contra os dentes anteriores ou entre as arcadas dentárias durante o ato de engolir (fase oral da deglutição). Somente pode-se afirmar que a criança apresenta este tipo de alteração a partir dos nove anos de idade, pois até essa fase, a deglutição está em processo de desenvolvimento, não podendo ser classificada como atípica.

    Muitos são os fatores que acarretam esse quadro: aleitamento por mamadeira e uso de chupeta por tempo prolongado, respiração oral, característica da face e cavidade oral, bem como problemas ortodônticos.

    A deglutição atípica envolve não só o ato de deglutir, mas refere-se a todo um quadro de desarmonia muscular, e ortodôntica, podendo atingir também outras funções como a mastigação, respiração e fala.

    As principais consequências dessa atipia são alterações na arcada dentária e ossos da face, decorrentes da pressão da língua contra ou entre os dentes, além da desarmonia muscular.

    Como atuamos

    Por meio de uma Avaliação Clínica em que os pais e a criança participam, analisamos as estruturas orais da criança, o modo como respira, mastiga, fala e deglute. Procuramos analisar a relação entre as estruturas anatômicas e sua possibilidade de movimento (função que executam). Tudo isso é realizado num ambiente lúdico em que a criança se sente motivada a participar de cada etapa.

    São realizadas fotos e filmes da criança para registro diagnóstico e análise de resultados ao final.