Quando é preciso se preocupar com a alimentação do seu filho?

outubro 02, 2015

Há muita controvérsia e preocupação em torno do que a criança come.  Tem mãe que fica feliz que seu pequeno come arroz com feijão e tomate. Outras enlouquecem porque seu filho não aceita nada verde no prato.  Há famílias que aceitam, sem problema, que em toda refeição seu filho coma farofa ou batata palha, porque acreditam que quando ele crescer tudo irá ficar melhor!

Essas discussões espelham o que as pesquisas nos dizem sobre as expectativas de pais de crianças pequenas com relação a alimentação de seus filhos.  Vários estudos sugerem que entre um e dois terços dos pais irá descrever a sua criança como “seletiva para comer” em algum momento. A maioria vai crescer com isso e expandir os seus gostos, mas cerca de 10-15% das crianças vão se tornar  “seletivos persistentes” e muitos nesse grupo terão o que alguns autores (Rowell, K e McGlothlin, J. 2015) vêm classificando como “seletivos extremos”.

Independentemente de qualquer rótulo ou diagnóstico que seu filho possa ou não ter, é importante considerar as questões a seguir:

  1. O modo do seu filho comer está afetando o seu desenvolvimento social, emocional ou físico?
  2. O momento da refeição do seu filho provoca conflitos familiares?
  3. Ele é capaz de comer uma variedade e quantidade suficiente de alimentos para atender às necessidades básicas de nutrição e crescimento?
  4. Ele fica chateado com a presença de novos alimentos em seu prato e têm dificuldade em se acalmar?
  5. Ele sempre evitou comer alimentos sólidos?
  6. Será que ele evita situações sociais em que possa haver novos alimentos ou pressão para comer?
  7. A alimentação do seu filho está fazendo com que ele, ou você fiquem ansiosos a ponto de interferir no relacionamento familiar, no sono e, ou na capacidade de desfrutar a vida?
  8. Você gasta uma quantidade significativa de energia e sanidade, pensando em obter maneiras de fazer seu filho comer mais em termos de quantidade ou de variedade de alimentos?

Enfim, se você respondeu positivamente a mais de duas das perguntas acima, você precisa de ajuda. Os rótulos não irão resolver o problema da alimentação do seu filho. A dificuldade alimentar infantil  é um ato complexo, que exige um olhar ampliado para que possa ser compreendida e auxiliada.

Julgamentos, rótulos e ansiedades vão tirar você do foco, vão gerar mais ansiedade e dificultar sua percepção do que seu filho mais necessita: seu amor, sua aceitação e seu empenho em ajudá-lo a transformar o momento da refeição possível e prazeroso  para ele e para toda sua família!

Procure ajuda de um profissional com experiência em Alimentação Infantil.  Você não está sozinha!

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Fga. Dra. Patrícia Junqueira (CRFa 5567).

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