Seletividade ou Dificuldade Alimentar? Entenda a diferença.

julho 16, 2017

Muitas vezes os pais percebem que seu filho está enfrentando dificuldade para comer, no entanto, se sentem confusos por que muitos familiares e até mesmo profissionais de saúde dizem que isso não é um “problema” e que com o tempo “vai passar”. Há ainda quem oriente deixar a criança com fome para que possa comer melhor.

Pesquisas indicam  que cerca de 30% de todas as crianças com desenvolvimento normal podem encontrar algum tipo de desafio com sua alimentação. Sabemos também que apenas cerca de metade dessas crianças vão “superar” completamente suas dificuldades com a alimentação sem ajuda especializada.

Existem crianças (e adultos também!) que são mais seletivas quanto aos alimentos que desejam comer. Podem demorar mais tempo para aceitar mudanças no cardápio e podem ser realmente mais “exigentes” nas suas escolhas alimentares.

Porém, há um outro grupo de crianças que realmente apresenta uma dificuldade alimentar. Suas escolhas alimentares restritas podem ser consequência de uma falta de habilidade para comer ou interpretar os estímulos sensoriais dos alimentos. Nesses casos há necessidade de ajuda especializada.

Entenda agora as principais diferenças entre esses grupos:

SELETIVIDADE ALIMENTAR

– Diminuição da variedade ou quantidade de alimentos. Tipicamente consome 30 ou mais alimentos;
– Aceita pelo menos um alimento por categoria, seja pelo tipo de textura, ou pelo valor nutricional;
– Tolera novos alimentos no prato;
– Geralmente é capaz de tocar ou provar alimentos, embora com alguma resistência;
– Frequentemente seleciona alguns alimentos para comer por determinado tempo, que geralmente podem variar passado algumas semanas ou meses;
– Participa da refeição em família; normalmente come ao mesmo tempo e no mesmo local que os membros da família;
– Requer mais de 20 a 25 apresentações para aceitar novos alimentos.

DIFICULDADE ALIMENTAR (Seletividade Extrema)

– Aceitação restrita ou com pouca variedade de alimentos. Geralmente com menos de 20 alimentos;
– Recusa categorias inteiras de alimentos seja pelo tipo de textura, sabor, aparência ou temperatura (não aceita alimentos em pedaços ou purês, ou alimentos salgados ou alimento com temperatura mais fria ou quente) ou pelo valor nutricional (não aceita nenhuma proteína, ou nenhuma fruta);
– Apresenta comportamento de fuga, luta ou medo quando os alimentos são apresentados;
– Quase sempre come alimentos diferentes da sua família;
– Muitas vezes se alimenta em um ambiente diferente dos outros membros da família;
– Não aceita formas diferentes de apresentação dos alimentos que consome ou mesmo utensílios que utiliza;
– Requer mais de 25 apresentações para aceitar novos alimentos.

Em ambos os casos uma orientação com profissional especializado em alimentação infantil pode ajudar as famílias a lidarem com a situação da seletividade do filho. Nos casos de Dificuldade Alimentar (Seletividade Extrema) pode haver necessidade de mais de um profissional para diagnosticar e tratar a criança. Fonoaudiólogo, gastropediatra, nutricionista, terapeuta ocupacional, além do suporte para os pais com terapeuta especializado, podem ser indicados.

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Autora Fga. Dra. Patrícia Junqueira | CRFa. 2 – 5567

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